[BGS 2016] 2º dia Brasil Game Show 2016 – Resident Evil VII, The Last Guardian e mais…

Cheguei ao Expo Imigrantes por volta das 12:00, no segundo dia da Brasil Game Show 2016. Cheguei mais cedo à feira, com o intuito de conseguir jogar Batman VR, porém mesmo com quase uma hora de antecedência, as senhas para experimentar o jogo ja estavam esgotadas.

Decepcionado por não conseguir jogar o jogo do homem morcego, fui até o estande da Sony para ver se ao menos consegui alguma senha para entrar no auditório da empresa. Consegui senha para três apresentações, a de Horizon Zero Dawn, Detroit e The Last Guardian, mas elas seriam apenas no meio da tarde.

Já que teria que esperar um pouco, corri até a fila de Resident Evil VII: Biohazard, único jogo (Exceto o Batman VR :[ ) o qual não havia jogado ainda. Como a demonstração era feita em portas fechadas, a apreensão do público para ver se o jogo de terror seria jogado em realidade virtual era grande. “Este jogo é VR?! Porque se for eu não vou jogar esse troço não!” disse um garoto do meu lado, junto de um grupo de amigos.

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Apesar de toda esta apreensão, o jogo não era em realidade virtual, e a demonstração, assim como diversas outras na feira, era a mesma da apresentada na E3 deste ano. O jogador se encontra em uma casa e tem de achar meios para escapar dela. Como o tempo era curto, não foi possível fazer nada além de explorar a casa e ver como o jogo está bonito. Mas com apenas este pequeno tempo, já foi possível se ambientar e entrar no clima do jogo, tanto é que quando o expositor veio para me dizer que o tempo havia acabado, levei um susto.

Após a demonstração de Resident Evil, fui enfim ao auditório da Sony. O Auditório não era muito grande, o que nos deixava bem próximos de quem estava jogando. Apesar do som da feira ao fundo, era bem fácil ouvir as apresentações. Vou falar de cada apresentação/jogo separadamente, a seguir:

Horizon Zero Dawn

A pessoa que nos apresentou ao jogo foi nada mais, nada menos que o produtor americano de Horizon Zero Dawn, Damion Pinnock. Durante o gameplay, foi possível ver um pouco do que será o sistemas de crafting e de compras do jogo, que aparentam ser bem simples. Damion afirmou que cada vestimenta possui um atributo diferente, e que não estão ali apenas por estética. Um destes atributos pode ser o de furtividade, por exemplo.

Outro ponto apresentado pelo produtor foi a existência de tribos, mas quando perguntei se haveria algum sistema de aliança e se poderíamos escolher entre elas, Damion disse que não, devido a conexão à história principal do jogo. Ainda pudemos ver o mapa do jogo (que é bem grande!) e algumas espécies de animais/máquinas, incluindo a chamada “Long Neck”, que como diz o nome possui um grande pescoço. Talvez seja apenas minha imaginação divagando, mas tive a impressão de que a cena a qual somos apresentados à máquina, seja uma pequena referência a Jurassic Park, filme de 1993. Para concluir o gameplay, o produtor mostrou as mecânicas de combate, enquanto batalhava com uma besta tecnológica gigante. Até mesmo imprevistos que apenas acontecem ao vivo, como a morte da montaria da personagem principal, ocorreram durante a apresentação.

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“Long Neck” – Máquina presente no Jogo.

Damion, ao final da apresentação afirmou que as espécies de máquinas presentes no jogo irão mudar conforme o terreno em que elas se encontram. Isso significa que teremos uma boa diversidade dentro do jogo.

Detroit: Become Human

Foi o próprio Damion que nos apresentou ao novo joga da Quantic Dream, produtora de títulos como Heavy Rain e Beyond: Two Souls. Detroit é um jogo sci-fi, de escolhas, que narra a história de Kara, uma andróide com inteligência artificial e emoções humanas, que escapou da fábrica em que foi feita.

Apesar da história ser de Kara, outras personagens estarão disponíveis no jogo. No caso da demonstração feita por Damion na Brasil Game Show 2016, acompanhamos Connor, que de acordo com o produtor é o segundo personagem jogável. Connor é um andróide que trabalha junto à polícia, como negociador. Alguns pedaços da demonstração podem ser vistos no trailer da E3 deste ano.

Damion nos apresentou à mesma demo duas vezes, sendo que cada uma delas com um final diferente, devido às escolhas feitas pelo jogador. O jogo se baseia nas suas escolhas, que afetam diretamente à probabilidade de sucesso de se resolver a uma situação. Algo similar pode ser visto no já lançado Until Dawn. O objetivo do jogo, de acordo com o produtor, é de transmitir emoção através do meio digital. E pelo pouco que vimos ali, acredito que este objetivo será alcançado.

Detroit: Become Human ainda não possui data de lançamento.

The Last Guardian

Chegamos enfim à apresentação de um dos jogos mais esperados da feira, quem sabe do ano. E foi o próprio produtor da Sony Santa Monica que nos apresentou aos 40 primeiros minutos de The Last Guardian. A demonstração mostra o garoto acordando, em um lugar desconhecido com tatuagens estranhas no corpo e uma besta enorme em sua frente, que depois virá a ser seu grande amigo, Trico. Logo no início ja podemos perceber uma narração, feita pelo próprio garoto, porém mais velho, no futuro. Esta narração funciona de forma similar a de As Aventuras de Pi, filme de 2012.

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Trico está ferido, e tais ferimentos foram feitos provavelmente por humanos, o que faz a criatura ter medo e ameaçar o garoto à sua frente. Porém dando comida a ele, sua confiança vai aumentando gradativamente. Esta questão de confiança será um dos pontos que serão desenvolvidos durante o jogo, além, é claro, da amizade entre Trico e a criança.

A demonstração mostra ainda a dependência entre a criança e a “besta” para a realização de algumas tarefas, como puzzles. Esta dependência é um dos pilares para a amizade que esta por vir.

Ao final, David foi perguntado se a criança, devido à narração em off presente no jogo, iria crescer conforme o andamento da história. O produtor achou melhor não responder e apenas disse “Prefiro que descubram isso jogando o jogo”.

Outra pergunta feita foi sobre o porque da demora do jogo, e se houve várias mudanças na história durante este período. David disse que na história não houve mudanças e que esta demora foi devido à mudança de geração de consoles. Durante o inicio da produção no PS3, a equipe foi avisada pela Sony que uma nova geração estava por vir, e que eles poderiam escolher trabalhar com uma plataforma mais nova.

The Last Guardian chega às lojas no dia 25 de outubro deste ano, e pode ter em torno de 15 a 17 horas de campanha, de acordo com o produtor.

De volta a feira, foi notável a quantidade de público presente nas filas. Mas apesar da quantidade de gente na feira, não houve nenhum problema na transição entre o centro de exposições. Como dito no primeiro texto, as ruas largas facilitam, e muito, o caminhar entre os estandes.

E assim termina a minha experiência na BGS deste ano. Foi um prazer poder ir ao evento e jogar a quase todos os jogos ali presentes.

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